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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

PASTOR BATISTA REÚNE TERREIROS DE UMBANDA EM VIÇOSA/ALAGOAS NUMA CELEBRAÇÃO JAMAIS VISTA NO MUNICÍPIO

Pesquisa feita com religiosos de matriz africana de Viçosa é apresentada para a comunidade


A Prefeitura de Viçosa, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, reuniu na manhã da terça-feira, 19, os povos tradicionais de religiões de matrizes africanas para uma palestra com Adriano Trajano, pastor da Igreja Batista de Chã Preta, que realizou uma pesquisa nas Casas de Axé de Viçosa. Os presentes foram recepcionados ao som dos tambores da banda Afro Gurungumba que abraçou com calor os pais e filhos de santo que viram o resultado de uma luta pela igualdade racial.
Thácia Simone
Ítalo Renato – estagiário
Ascom Viçosa/AL

A Prefeitura de Viçosa, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, reuniu na manhã da terça-feira, 19, os povos tradicionais de religiões de matrizes africanas para uma palestra com Adriano Trajano, pastor da Igreja Batista de Chã Preta, que realizou uma pesquisa nas Casas de Axé de Viçosa. Os presentes foram recepcionados ao som dos tambores da banda Afro Gurungumba que abraçou com calor os pais e filhos de santo que viram o resultado de uma luta pela igualdade racial.
Para a secretária de Cultura e Turismo de Viçosa, Karina Padilha Rebelo, a participação do povo de santo abrilhantou o evento. “Estamos no mês da Consciência Negra e fazer um momento com os religiosos de matrizes africanas é importante para a autoafirmação religiosa. Sabemos que a umbanda ainda é vista com preconceito e são atividades como esta que ajudam a fortalecer esta luta”.
Adriano Trajano, ou professor Trajano como é conhecido pelos babalorixás e yalorixás de Viçosa, estudou ativamente oito terreiros de umbanda do município participando de festas de santos, acompanhando os trabalhos aos Santos, os ebós e participando dos toques de santos e exus.
A pesquisa que tem como tema “As relações entre filhos/as de santo e os espíritos no cosmo religioso umbandista: uma abordagem a partir do contexto de Viçosa-AL”. A elaboração durou 16 meses e foi apresentada ao programa de mestrado em ciências das religiões da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa/ Portugal em fevereiro. Também foi apresentada em Minas Gerais e em Maceió, na Bienal Internacional do Livro.
Pai Emídio, do Centro Afrobrasileiro Preto Velho, agradeceu ao pastor e falou que o quanto este trabalho é importante. “É necessário conhecer as coisas primeiros para depois criticar. Todos pensam que a umbanda é coisa de Satanás, mas não é. É uma religião de amor ao próximo, de respeito e de caridade”.
Adriano Trajano informou que a pesquisa continua. “Estamos gratos pelo apoio de todos e todas. A pesquisa continua: Memória Umbandista Viçosense. A Bandeira do respeito e do diálogo foi erguida em Viçosa. É apenas o começo de um longo caminho em busca da convivência e harmonia com a fé umbandista”.
Para fechar com chave de ouro o evento, os religiosos cantaram numa só voz o Hino da Umbanda, que prega o amor ao próximo, a caridade e o respeito.

Um comentário:

  1. Umas perguntas ... esse pastor/pesquisador é afiliado a CBB? Ele acha viável a unidade espiritual entre a Umbanda e o Cristianismo? Ele é favorável a evangelização de adeptos dos cultos afro (umbanda, candomble, quimbanda e outros semelhantes)? Qual é o posicionamento da ABB a essa postura? Como a ABB responde as mesmas perguntas?

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